Saúde Mental Corporativa

 Saúde Mental Corporativa

Eliane Gama, People & Culture Manager na Cashin

Cashin lança programa que gerencia riscos físicos e psicossociais

Norma passa a valer a partir deste mês e torna obrigatório o mapeamento de fatores que podem levar ao adoecimento mental no trabalho

Junho de 2026 – Em 2025, o Brasil bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos. Passado quase um ano da prorrogação da norma base de segurança e saúde no trabalho no Brasil – NR1, a Cashin já implementou ações visando uma cultura de bem-estar mental interna e já estruturou iniciativas de cuidado. Em junho de 2024, a fintech – que atua como um ecossistema digital de incentivos de vendas e pagamentos corporativos -, incorporou um programa integrado de saúde mental para os times, estendido também para profissionais terceirizados. A iniciativa ganhou repercussão positiva e adesão, e já está em sua 2ª edição.

Com mais de 40 colaboradores, a Cashin é reconhecida no mercado pelo baixo turnover e associa o feito ao modelo de cultura forte de reconhecimento, já bem consolidada em sua política de gestão de pessoas. Os colaboradores permanecem porque encontram uma estrutura que respeita o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. “Não é apenas uma métrica de RH, é o reflexo de uma empresa que prioriza o trabalho inteligente e investe genuinamente em quem faz o negócio acontecer: as pessoas”, afirma Eliane Gama, People & Culture Manager na Cashin.

Para identificar os fatores de riscos psicossociais no time e em parceiros, principalmente tratando-se de estresse, assédio e burnout, a área estruturou o pilar de Saúde e Bem-Estar, que contempla, dentre outras ações, o reembolso para cuidados físicos e mentais (consultas médicas, psicológicas e práticas esportivas), com o objetivo de prevenir doenças por estresse ou sobrecarga física e emocional.

Além disso, a Cashin oferece diariamente café no escritório e, mensalmente, happy hour para reduzir as chances de isolamento e promover um ambiente positivo – fatores essenciais para neutralizar gatilhos de ansiedade e fortalecer o trabalho em equipe. A ações também incluem o estudo da ergonomia, ou seja, adaptação das máquinas e demais ferramentas de trabalho às capacidades físicas e psicológicas dos colaboradores.

“Complementamos essas ações com uma governança sólida (pesquisas trimestrais e canais de denúncia sigilosos), que servem de “termômetro” para a melhoria contínua das nossas políticas, conforme exige a norma. O pilar reconhecimento é um dos norteadores da cultura da Cashin, é o elo entre a estratégia do negócio e o bem-estar do colaborador”, explica Eliane.

O Programa de Incentivos interno premia as pessoas por entregas relativas à inovação e à otimização de processos, o que valoriza a competência técnica e reduz a sobrecarga de trabalho. Eliane explica que um dos caminhos eficazes para combater o sentimento de invisibilidade e o burnout é o reconhecimento frequente. “Ao premiarmos a lealdade e celebrarmos marcos importantes, cuidamos do “salário emocional” e criamos um ciclo de alta performance saudável, onde as pessoas se sentem seguras para crescer. A retenção é fruto de um acolhimento estruturado, que elimina a insegurança do início de ciclo”, garante.

Por fim, o tema equidade também é valorizado e estenderam os programas de saúde e incentivos também aos profissionais terceirizados, criando uma cultura de pertencimento única e sem distinção no cuidado, pois o cuidado é para todos.

 

Cesar Franco

Cesar Franco

Colunista da Revista Dimensão.

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